Talvez, ou talvez não...não sei. Numa visão mais pessimista, Schopnhauer defende: " Como o nosso princípio é diferente do fim!No princípio, temos o delírio do desejo e o êxtase sexual; no fim, a destruição de todos os orgãos e o cheiro de cadáver em decomposição. O caminho, do nascimento à morte, é sempre um declive no bem-estar e na alegria. Infância sonhadora, juventude alegre, vida adulta difícil, velhice frágil e em geral lastimável, a tortura da última doença e, finalmente a agonia da morte. Não parece que a vida é um tropeço cujas consequências, aos poucos, ficam mais óbvias?". Pessimista sem dúvida. Mas não será também realista?
O que Schopenhauer aí defende tem mais a ver com o inevitável declínio do que com o princípio e o fim enquanto pólos delimitadores de uma certa vivência. Se bem que tal merece a resposta: o que Schopenhauer aí defende é que o princípio e o fim se impõem aos nossos olhos e não o oposto. Mas, pensados os algos, e incidindo nas noções de princípio e fim que Schopenhauer oferece, ainda assim, continuo a defender que prevejo apenas o início e que estou certo do fim...
"A minha tímida sombra lunar gostaria de falar/ com a outra, de longe, a minha sombra solar,/ na linguagem dos loucos;/ esfinge iluminada que entre as duas se endireita,/ eu, criando silêncio, à esquerda e à direita,/ fiz nascer ambas, aos poucos." R.M.R.
4 comentários:
"Todo o fim é comtemporâneo de todo o princípio; só a nossos olhos vem depois". Agostinho Silva :)
Isso talvez seja verdade pelo facto de o princípio e o fim ocorrerem quando abrimos e fechamos os olhos. Talvez.
Talvez, ou talvez não...não sei. Numa visão mais pessimista, Schopnhauer defende: " Como o nosso princípio é diferente do fim!No princípio, temos o delírio do desejo e o êxtase sexual; no fim, a destruição de todos os orgãos e o cheiro de cadáver em decomposição. O caminho, do nascimento à morte, é sempre um declive no bem-estar e na alegria. Infância sonhadora, juventude alegre, vida adulta difícil, velhice frágil e em geral lastimável, a tortura da última doença e, finalmente a agonia da morte. Não parece que a vida é um tropeço cujas consequências, aos poucos, ficam mais óbvias?". Pessimista sem dúvida. Mas não será também realista?
O que Schopenhauer aí defende tem mais a ver com o inevitável declínio do que com o princípio e o fim enquanto pólos delimitadores de uma certa vivência. Se bem que tal merece a resposta: o que Schopenhauer aí defende é que o princípio e o fim se impõem aos nossos olhos e não o oposto.
Mas, pensados os algos, e incidindo nas noções de princípio e fim que Schopenhauer oferece, ainda assim, continuo a defender que prevejo apenas o início e que estou certo do fim...
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